O rompimento da barragem de
Fundão ocorrida no dia 05 de novembro de 2015 no subdistrito de Bento Rodrigues
no Município de Mariana, Minas Gerais, sob a responsabilidade da mineradora
Samarco, é considerado o maior desastre ambiental do mundo no que se relaciona
a barragens de rejeito e na história brasileira a pior catástrofe.
A barragem foi construída para
acondicionar os rejeitos oriundos da extração do minério de ferro retirado de
minas da região.
A lama, além de atingir o rio
Doce, sendo este o abastecedor da população de 230 municípios dos estados de
Minas Gerais e Espírito Santo, segundo ambientalistas os prejuízos dos rejeitos
no mar continuarão ainda por mais 100 anos, sobretudo, a todos os danos
causados não houve avaliação.
http://noticias.ne10.uol.com.br/brasil/noticia/2015/11/13/governo-cria-comite-para-avaliar-decisoes-sobre-o-desastre-de-mariana-580383.php
A comissão externa da Câmara
dos Deputados que acompanha as proliferações do destroço da barragem na região
de Mariana (MG) realiza na tarde de hoje, 12, audiência pública com intuito de
esclarecimentos das causas do acidente, as consequências e para estudar as medidas,
do qual foram admitidas para diminuir o sofrimento dos atingidos e reconstruir
o meio ambiente deteriorado, pois existem questões ainda não esclarecidas. Não
há informações técnicas do alteamento da barragem em relação à segurança, o conhecimento
dos riscos envolvendo a obra e o processo de licenciamento ambiental.
De acordo com a comissão “não há um diagnóstico preciso dos impactos
ecológicos e socioeconômicos do desastre sobre a bacia do rio Doce e como será
a recuperação ambiental da região. Não há clareza sobre como os recursos que serão
disponibilizados e aplicados, nem sobre qual instituição irá gerenciar esse
processo. E ainda não foi definido o local de implantação da nova vila de Bento
Rodrigues. Passados quase três meses da tragédia, a reparação de danos civis
caminha lentamente, apesar da gravidade do impacto sobre as famílias
atingidas”.

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